segunda-feira, 29 de março de 2010

em nome do senhor…





Canta-me uma Ave-Maria,
enquanto esmago as uvas
do vinho amargo
com que brindas, a minha inocência.
Come do meu pão,
e abençoa as lascas da carne.

Em nome do pai que ofendes…
…saberás silenciar a dor
com o mesmo silencio, com que me sacrificas.

Em nome do filho que desconheces…
…lambe-me as feridas
com o mesmo corte, com que as abristes.

Em nome do espírito santo que violas…
…castiga-me com a mesma devoção
com que te apiedas, em nome do senhor.

5 comentários:

Hisalena disse...

Um poema de voz forte e palavras duras que falam de um acto atroz e desumano, infelizmente mais comum do que seria imaginavel.
Um esmagar de vidas por parte de quem as devia incentivar, proteger e acolher. Um acto vergonhoso que envergonha todos aqueles que acreditam num Deus clemente e compassivo incapaz de tolerar algo assim.
Um olhar duro e crú mas sempre atento e desperto para o mundo em redor.

ClarisseS disse...

Uma triste e dura realidade... Que tem que ser denúnciada sempre, a meu ver.

Um belo poema nunca temática triste.

Beijo,
Clarisse

...EU VOU GRITAR PRA TODO MUNDO OUVIR... disse...

Forte,verdadeiro,comovente!!!

Muito bonito!!

Um beijo saudoso!

Sonia Regina.

Sonia Schmorantz disse...

Páscoa...
É ser capaz de mudar, 
É partilhar a vida na esperança, 
É lutar para vencer toda sorte de sofrimento.
É ajudar mais gente a ser gente, 
É viver em constante libertação, 
É crer na vida que vence a morte.
É dizer sim ao amor e à vida, 
É investir na fraternidade, 
É lutar por um mundo melhor, 
É vivenciar a solidariedade.
É renascimento, é recomeço, 
É uma nova chance para melhorarmos 
as coisas que não gostamos em nós, 
Para sermos mais felizes por conhecermos 
a nós mesmos mais um pouquinho. 
É vermos que hoje...
somos melhores do que fomos ontem.
Feliz Páscoa!
Um abraço

Anónimo disse...

Amen...

Este poema magnífico devia ser impresso e exposto em dimensão monumental na catedral de S.Pedro no Vaticano onde os lobos se acolhem sob o manto papal.

Oh crentes que sem razão, obedecem a tal corja, que vos diz não.

RG