quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Lamento de uma guitarra


A visão nega-me o ensejo da luz sadia
em cera queimada, já sem pavio.
Pudera eu ser a razão
de uma razão qualquer errante.

Deixem-me aqui quieta
no medo que já não me amedronta
onde as candeias se apagam à noite,
no lamento de uma guitarra.

…pudera eu ser o que já fui
sem ser o que não mais serei…

Deixem-me aqui
onde o meu fado mora também.
Onde o silêncio sente e escuta
este sentir, vazio de ninguém.

5 comentários:

Carmem L Vilanova disse...

Lindo, lindo, lindo... :o)
E' mesmo para deixar-nos a pensar!
Beijos, flores e muitos sorrisos!

Belle disse...

Solidão, às vezes, nos fazem pessoas tristes...
Compartilhar é sempre humano e bom!!!
Lindo poema Conceição...
Bjos

Arséne Lupin disse...

Eu sou o Homem do Piano Roubado...
Estás triste?
Fala comigo..
Em muito te posso ajudar...

bloggeorgearribas disse...

Minha Poetisa Linda !
Lamente apenas o lamento...
Seus versos são preciosas molduras de uma poesia belíssima! Parabens !
Beijo com muito carinho,
George Arribas
Brasil

Luazul disse...

Passei por aqui para dizer-te:

Não és razão errante!

As palavras que saem de ti
são transparências de quem és,
e nos dão sempre a razão
de te continuarmos a ler
com grande admiração e gratidão.

Sorri!
beijinho grande
Gina