
As terras áridas de centeio
correm-me nas veias
o negro espalha-se
pelos campos da fome,
gela-me o frio
sobre as palhas
do trigo sem sustento.
.
.
Cega-me a foice…
…na cegueira da colheita
.
.
Os ma trigais secaram
na boca de quem as alimenta,
as mãos enrugadas
carregam o fardo
no vazio das cinzas avermelhadas
queimadas em solidão.
.
.
Cega-me a foice…
…na cegueira do nada
que me resta.
6 comentários:
Olá Conceição !!!
"Cega-me a foice…
…na cegueira do nada
que me resta."
Linda poesia !!!
Beijos e uma ótima semana pra ti...
Fernanda
Belo e forte o seu poema!!!
"Cega-me a foice…
…na cegueira da colheita"
Muito bonito!
Um beijo!
Sonia Regina.
Segundo o Tribunal Reginal do Trabalho de Bahia- Brasil: A nova escravidão, que aprisiona pessoas miseráveis pelas dívidas, é mais vantajosa para os empresários que a da época do Brasil Colônia e do Império, pelo menos do ponto de vista financeiro e operacional.
No es una noticia optimista ante un problema que afecta principalmente a la raza negra en todo el mundo.
Cariños
...traigo
sangre
de
la
tarde
herida
en
la
mano
y
una
vela
de
mi
corazon
para
invitarte
y
darte
este
alma
que
viene
para
compartir
contigo
tu
bello
blog
con
un
ramillete
de
oro
y
claveles
dentro...
desde mis
HORAS ROTAS
Y AULA DE PAZ
TE SIGO TU BLOG:
AMANHECER -PALAVRAS OUSADAS
CON saludos de la luna al
reflejarse en el mar de la
poesia ...
AFECTUOSAMENTE
AMANHECER -PALAVRAS OUSADAS
jose
ramon...
Querida Conceição
Uma luta que não é isolada, pois todo o mundo está com possibilidade de abrir os olhos....
Um beijo
Daniel
Palavras certas, pois a cegueira de não se querer ver aquilo que está á frente dos nossos olhos é a que mais cega ...
Beijinhos da Fabi ***
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