segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Plutocracia





Devolvo-me à superfície das pedras
Como um nómada acabado de nascer
Entre as muralhas ilegítimas
Desta mediocridade ornamental, apressada
Pelos barões, pelos bastões
Desta lacónica pátria
Pendurada na palma da mão
Do pedantismo dos pombos
O Führer acendeu a tocha
Nas chagas de um Cristo todo-poderoso


Conceição Bernardino

2 comentários:

rosa-branca disse...

Olá amiga, gosto dos teus poemas me arrepiam pela veracidade dos mesmos. Sempre escritos no fio da navalha. Beijos com carinho

Eduardo Marculino disse...

Parabéns pela qualidade do BLOG....abraços e muito sucesso