terça-feira, 21 de setembro de 2010

Fissuras do tempo





As paredes estão vazias
repletas de fissuras
de imagens, sussurros
de pregos trôpegos
curvados pelas sombras.

Já não escuto a voz
nem sinto o bocejar da noite
apenas as linhas,
que escrevo sobre
o papel da minha alma.

As letras miudinhas
confundem-se no branco
dos lençóis remendados
onde o silêncio se aconchega,
do ruído que não chega
do ranger das portas
que já não se abrem

adormeço sem saber se volto…
…no rodopio das cortinas
da minha liberdade.

5 comentários:

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Em.corte.nada
Atei.mar...

:)

Vieira Calado disse...

A nossa liberdade

é sempre condicionada,

amiga!

Saudações poéticas.

Bjs

Multiolhares disse...

quantas vezes os lençóis remendados, o são com a vida de fios desfiada
Bj

KrystalDiVerso disse...

Gostei, menina!... O sono remete-nos para este curto "limbo" adormecido dos sentidos; depois, dizem que adormecemos!... No "…no rodopio das cortinas
da minha liberdade." Excelente imagem!


Boa semana





Escolham entre... beijos e abraços

Sandro disse...

Graça e paz, sempre!

Passei por aqui para conhecer seu blog.
Estou procurando bons blogs para compartilhar.

Já estou te seguindo.

Ficaria muito feliz se puder me visitar.
Se quiser me seguir também será um prazer para mim.

Abraço em Cristo,

Sandro
http://oreinoemnos.blogspot.com/
Te espero lá.