quinta-feira, 20 de maio de 2010

No sense



É na esquina do tempo que calo o desequilíbrio da minha voz apressada; nas veredas da minha incerteza, rejeito a razão por não saber o que me espera. Confesso-me às pedras que me atiram, guardo-as num vocabulário impróprio, onde desfaço as diferenças em esferovite.
Quantas vezes me ensinaram que era com o garfo que se comia, não com a mão. Bem que tentei, mudei de garfo vezes sem conta e até de mão, com medo das facadas que tal disfunção pudesse provocar.
Calai-me por tudo e por nada, menos pela simples satisfação de me calar…

1 comentário:

Carmem L Vilanova disse...

Lindo como sempre, amiga!
Há tempos não vinha aqui... valeu a pena vir hoje!
Beijos, flores e muitos sorrisos!