terça-feira, 21 de julho de 2009

Acravei-me aos espinhos soterrados


As rosas dissecaram-se no meu corpo envelhecido
curvado pelos espinhos que ia cravando
no despertar de cada aurora pardacenta
o papel jazia lamentos, escrevia anáforas

Sem sentido, sem rumo…
…sem significado algum

Acravei-me aos espinhos soterrados
neste corpo tão cansado e estéril
arranquei-lhe as raízes, suspirei.
O lamento calou-se
numa folha branca de alegorias

Com sentido, com rumo…
…do significante ao significado
in Linhas Incertas

4 comentários:

Isabel disse...

Queridos amigos:
Este comentario va dirigido a todos vosotros, me hubiera gustado personalizarlo para cada uno pero por falta de tiempo me es imposible.
El mismo es para informaros que he creado un nuevo blog , debido a que he recibido muchos premios no me parece muy correcto hacer tantas entradas de los mismos en un blog dedicado a la Hermandad y a religión, tampoco me gusta hacer desaires a las personas que me los han otorgado.
Desde hace tiempo tenía mucha mucha ilusión por hacer un blog personal, en el que tengan cabida bastantes más temas de los que puedo recoger en el de la Hermandad.
Su contenido va dirigido a mi pueblo, sus tradiciones, sus fiestas, su historia en fin un poquito de todo.
Deseo que os guste y espero que también le visiteis.
La dirección es http://semillasdeamistad.blogspot.com
Un abrazo
Isabel

Lustato Tenterrara disse...

Lindo poema. Início, meio, fim, título, autora...

Tudo lindo. Muito mais que lindo e poético.

"Acravei-me aos espinhos soterrados" é um dos títulos mais instigantes que eu já vi.

O poema desenrola-se de forma magnífica, com ares enigmáticos e que, no entanto, deixa perceber a atmosfera de uma história de vida, como se fosse um filme, com insigns de passagem do tempo, de vida vivida, de dor, de lamento, de perdições quase ao desespero se um filme fosse, e que ao final encontra o sentido e o rumo, "do significante ao significado", restando ao leitor uma dúbia e incerta constatação antagônica: O Eu lírico da Poeta encontrou sua redenção, seu rumo; ou o significado mesmo foi findar em desespero.

Parabéns. Congratulações. E a mim, resta ficar aqui pensando se ao invés de um comentário tão grande e enorme e com pretenções de desvendar o sentido do poema, não teria sido melhor calar, e ficar apenas admirando essa obra de arte que, per si, basta-se.

Ah! Agora que li também o teu poema "Noite infinda, imperturbável", publicado no teu scrapbook da Rede Brasil Poesias, e devo dizer que teus escritos ora são excelentes; oras são ainda mais excelentes.

Obrigado, Princesa, por compartilhar conosco teu talento e inspirações.

Um beijo, Princesa, com desejos de dias maravilhosos ao teu ser.

Lustato.

Comentário de Lustato Tenterrara, ao belíssimo poema Acravei-me aos espinhos soterrados, publicado na rede Jornal dos Blogs, e Acravei-me aos espinhos soterrarados, publicado no Blog Amanhecer e Palavras Ousadas, de Conceição Bernardino.

PM disse...

Devo felicita-la pelo excelente poema escrito e partilhado.
Gostei do sentido que deu ao seu poema "sem rumo (...) numa folha branca de alegorias".
A alusão ás anáforas sugere a sua persistência em algo (espero que se trate disso).

Felicidades para si e para o seu blog.

Anónimo disse...

lo que yo queria, gracias